quarta-feira, 14 de julho de 2010

Cozinha Verdade



É chegada a hora de abrir uma nova porta em sua vida e ela se chama geladeira.

Larica Total , do Canal Brasil, é o programa de culinária mais solteiro que já houve. Situações absurdas aos olhos da lente (no fundo a gente sabe até que ponto já chegou) elevam Paulo Tiefenthaler à um plano mais sincero e transparente do que estamos acostumados a mastigar na programação. Isso, vai lá, procura o controle remoto, deve estar debaixo da alofada, não, levou pro banheiro, calma! Você é quem tem o controle da situação.


Sempre teve medo de cozinhar feijão? Ele é o cara que vai te ajudar. Ele tem cara de que vai te ajudar – palavras dele. Chegou bebaço em casa e bateu a puta fome? “Só o macarrão salva” –guarde isso em mente. E lembre-se: se o mundo acabar, você já sabe como preparar cebola em conserva.


Descabelado, eloqüente, panceta de primeira. Salpica no âmago. Larica Total com Paulo Tiefenthaler.








Assumir esse lado é o ingrediente principal.



http://www.youtube.com/watch?v=cy38TCBOO7g&feature=related

terça-feira, 6 de abril de 2010

Como ganhar o dia com uma cantada de pedreiro


Puta chuva. De vento. Você sai TODA atrasada de casa a ainda tem que passar no banco. Descobre que seu pagamento não caiu e ainda tira nota de 20 (porque não tinha de 10) pra pegar a porra de um busão LOTADO que vai te devolver troco, tudo em moedinha de 1 real. Seu cabelo já tá uma quissassa e o guarda-chuva, nessa altura, virou cogumelo shitake. Enfia o pé na poça. Pensa na-bunda-nada-né? ói que bença! E assim, como se todo o universo conspirasse à sua infinita desgraça, eis que passa de bike um enviado máximo, do que chamarei força aniquiladora, gritando a plenos pulmões na tua fuça: GOSTÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓSA heim!

Agora mentalize um refrão de funk na velocidade 5: GOSTO-ÓÓÓ-ÓÓÓ-ÓÓÓ-ÓÓÓ-ÓÓÓ-ÓÓÓ-SA!
Agora sim HEIM?

Pronto. Ganhei meu dia.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Da série Flash Becks


Era noite. Morava em uma cidade chamada Ilha Solteira aonde ficava a faculdade. Existe o grande rio Paraná, que divide a cidade e o estado de São Paulo da porção de terra sul-matogrossensse, e era lá que eu e meus amigos íamos nos refrescar e tentar, porque não, uma aventura ou outra. Dessa vez optamos por acampar num barco double deck abandonado próximo à margem do rio. À noite, as águas parecem calmas mas somente quando entramos até os pés que sentimos a força da correnteza. Todos se preparavam para alcançar o barco. Os mais espertos subiram metros acima do local do barco afim de serem levados até sua proximidade. Eu não. Com toda a experiência de uma bixete criada pela avó, nadei reto, certa de que alcançaria meu bando com as mãos estendidas na porta do barco. As mãos passaram e a correnteza me levou. Eu batia os braços com a velocidade de uma turbina: em vão. Cada vez mais me desesperava ao ver o barco ficando pra trás e eu cansada, aflita, só pensava "vou morrer, vou morrer". Por fim, um amigo, o Vandeco, decidiu pular na água e me ajudar a boiar até a margem, bem mais adiante do rio Paraná. Acampamos, nos divertimos, observamos um pôr-do-sol inesquecível com aves bailando naquele céu majestoso, apesar do susto geral. Quando percebo que estou sendo teimosa, ainda me lembro daquela cena. Nadar contra a correnteza não é preciso, ficar à deriva sim.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010




Achei ótimo!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Agressivo, igual uma surra


Ibn sharmuta.

Já viu o email com fotos de oficiais cozinhando e comendo uma pessoa? Senta aí, que você ainda não assistiu nada.

Uma primeira frase surge na mente. Filha da puta. Tem aquela cena em que o binóculos noturno do soldado mostrou de verdade. A animação é uma embalagem para poder vender o conteúdo. Agride. Deveria ter tarja preta na caixa com uma bula extensa nas recomendações. Contra-indicações? Um batalhão. Sabe quando você vomita até seu olhos turvarem de água nas órbitas? Soco no estômago dói pra caralho. Agora eu sei.

Você chora em filmes com facilidade? Já soluçou por uma, duas cenas fortes demais para aquilo que você chama sua pessoa? Tá transbordando né? Depressa com esse nó na garganta! Antes que você sinta o gosto amargo da comida regurgitada na boca, ou seja, tarde demais pra guardar as lágrimas. Melhor que vomitar quando uma reação mais insuportável aparecer. Pelo menos eu tava sozinha.

Deu pra entender o que aquela mulher dizia no final, né?

Hã? Heim? Seu grande filho da puta.Vira a cara pra esse filme agora, seu merda.

Barulho de tiro. Lavo a cabeça. Cabeça da criança. Lavo de novo. Agacha que fica mais fácil respirar. Sensação do sangue voando no seu pescoço quando atira-se em uma pessoa do lado. Deve ser quente. Sai fumaça da água do chuveiro. Ela escorre na nuca e você está há 15 minutos tomando o banho com os olhos fechados. Engole a realidade com mais força, dá coragem para gritar com raiva “EU NÃO QUERO ESQUECER! Deixa eu aqui...”

Valsa com Bashir é um flashback.

Aquelas viúvas palestinas chorando, agitando seus braços moles no ar tenso, soaram como uma música, sabia? Elevador de inferno deve tocar essa direto.

Lembrei de Nietzsche enquanto olhava o vitrô embassado:

O nojo da sujeira pode ser tão grande que nos impeça de nos limparmos – de nos “justificarmos”.

Quando sentir-se em choque não evite o sono.

Agressivo. Igual uma surra.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Trailer para o lançamento


Saca só o grau da animação que os caras desenvolveram para divulgar o game que promete ser o mais envolvente de todos os tempos.

O maior espetáculo da terra



O lançamento mais esperado de 2009 chegou. The Beatles: Rock Band não é só um game fantástico, mas a revolução do entretenimento. Foram investidos pela Viacom (empresa dona da MTV) a fortuna equivalente a 40 milhões de dólares degladiada a muita discussão por direitos autorais intocáveis, a transformação do que não é só um documentário pertinente aos Fabfour embalado a um espetáculo de super lisergia mas uma emocionante viagem ao som dos Beatles. O jogo flui com gráficos modernosos e efeitos surreais pra fazer qualquer pupila dilatar contando a trajetória da banda em episódios icônicos. Tudo em animação. Paul, John, Ringo e George foram criteriosamente estudados por horas a fio em um maciço material de colecionador disponibilizados pela Apple e até por familiares da banda para que uma equipe técnica do futuro, fosse capaz de dar luz ao maior trunfo da indústria atual. Não sem antes trabalharem feito cães:

“Como em ‘Octopus’s Garden’, por exemplo. Não queríamos simplesmente colocar um polvo gigante dançando ali. Queríamos, sim, passar a vibração daquele ambiente, mas sem exagerar no óbvio. A primeira dreamscape que fizemos foi para ‘Here Comes the Sun’. Eu me lembro de ver todas as pessoas da sala sorrindo ao assisti-la. Na hora, pensei: ‘Uau, acho que conseguimos.’ Quando eu jogo videogames, não costumo ter esse tipo de envolvimento. Nunca me senti fisgado emocionalmente por ver uma cena de um game. Então, chegamos a uma conclusão: ‘Ok, este é o lance do game, fazer as pessoas terem conexão emocional com esses personagens e com o espírito da banda’.”, revelou John Randall em entrevista a Pablo Miyazawa, do Gamer.br.

The Beatles: Rock Band promete transportar-nos a um mundo insólito criado pelos músicos que definiram uma era. Será o mais próximo da brisa visual que os quatro integrantes traduziram como arte sonora ou a arte sonora mais próxima que os Beatles traduziram como brisa visual?Brisa sonora, artes visuais, controle na mão, poder ser um beatle, tecnologia a serviço da catarse, felicidade contagiante...Presente de natal #1. Aposte! Setembro mal começou mas o Noel que se cuide pois a demanda tornar-se-á obssessiva. Com vocês a Beatlemania, o retorno, e em 3D. Transcenda já o seu.